terça-feira, 17 de novembro de 2015

H.P.BLAVATSKY -- UMA LIÇÃO TRANSDICIPLINAR ATEMPORAL - O PODER DE UM IDEAL REAL

H.P. Blavatsky foi a fundadora da Sociedade Teosófica em Nova York ( EUA ) em 17 novembro de 1875 , juntamente com os respeitáveis co- fundadores : William Q. Judge e Henry S. Olcott.

Blavatsky escreveu obras consideráveis e futuristas , entre elas destacam-se : Isis Sem Véu , A Doutrina Secreta , A Chave Da Teosofia , A Voz Do Silencio. Neste artigo não citarei as milhares de pessoas , dentre elas , cientistas , escritores , atores ...uma Diversidade de Almas Empreendedoras, inspirados por H.P. Blavatsky.

Viajou por diversos países como : Tibet , Egito , Índia , Grécia , Estados Unidos ,Américas Central e do Sul , Canadá , regiões aparentemente inóspitas da Ásia Central , Itália , Inglaterra. Escreveu seu livro : A Doutrina Secreta em Londres. Terminou sua existência física em Londres. Apesar de tantos desencontros que teve com a sociedade Vitoriana da época na Inglaterra , foi a Inglaterra , em Londres que H.P. Blavatsky teve a devida guarida e quanto a este fato , ela própria confirmou. Some-se a isto seus Irmãos Leais na Causa , dos Estados Unidos da América do Norte, destacando-se dentre eles , William Q. Judge.

Na foto acima vemos a residencia na Rússia onde H.P.Blavatsky nasceu. Foto recente.
A Obra de Blavatsky é atemporal e não se limita apenas ao surgimento de Movimentos estruturados por ela inspirados.

A Obra de Blavatsky pertence a toda a humanidade.

H.P.Blavatsky foi uma mulher notável em vários aspectos: preocupada com Justiça Social , defensora dos verdadeiros Direitos Humanos , Corajosa , Audaciosa , tinha um Coração de Leoa , pois adorava , amava e cuidava a maneira dela de seus filhos – A Humanidade.

Blavatsky falava sem rodeios perante um desafio ou injustiça , principalmente a terceiros. Leal , Franca , Direta.

Um Exemplo Vivo do : Suportar das Injustiças Pessoais e Valente Defesa dos que são Injustamente Atacados . Algo raro naquela época e nos dias atuais. Blavatsky foi e é uma verdadeira Líder.



Seus escritos atingiram a todas as pessoas no Mundo que estão na Busca Milhares de pessoas tem acesso às obras de H.P.Blavatsky , a questão é perceber a essencia que aponta para a Alma. O Objetivo de seus escritos é do século 21 para adiante;  é tão verdadeira esta afirmação , que a mesma é comprovada pelo advento da Web - a Web é não local , assim como o trabalho de Blavatsky. Um de seus Mentores ( Mahatmas ) certa vez afirmou : A Ciencia no Futuro será Nossa Maior Aliada ( Mahatma Letters M. and KH. to A.P. Sinnett - Theosophical University Press ).


Possuía ( Bavatsky ) uma Inteligência Ímpar pois tinha atributos de Gênio. Empreendedora no mais alto grau. Desbravadora . Altamente Carismática em patamares transcendentes.

Se W. Shakspeare conhecesse Blavatsky , com toda certeza ela seria motivo de inspiração para Shakspeare escrever uma obra da mesma envergadura ou superior  em essencia a Hamlet.

Como todo gênio , não foi entendida em seu século ( 19) e atualmente no século 21 há dificuldades de perceber a essência de seu trabalho e principalmente de sua mensagem.Ela própria afirmou que , principalmente seu livro A Doutrina Secreta , teria o início da compreensão humana à partir do século 21 e isto é fato. Einsten e tantos outros tinham a Doutrina Secreta  ( Livro de H.P.B. ) em suas cabeceiras.

A Teoria da Relatividade aperfeiçoada por Einsten foi inspirada pela leitura da Doutrina Secreta. A atual teoria da formação do Sistema Solar , descrita em a Doutrina Secreta ( século 19 ) é corroborada pela NASA.

Fernando Pessoa , prefaciou o livro a Voz do Silencio , livro este  que é um manual , organizado por H.P. Blavatsky.

Vários professores do MIT ( EUA) leem a Doutrina Secreta de H.P. Blavatsky. 

Duramente criticada e traída por próximos a ela e também pela Real Sociedade de Pesquisas Psíquicas ( Inglaterra) , na qual foi classificada como charlatã e tais traições e desencontradas acusações , foram motte para vários livros difamatórios a sua pessoa.

O que infelizmente não é amiúde divulgado é que a Real Sociedade de Pesquisas Psíquicas na década de 80 do século 20 , retratou-se ao negar que eram infundadas as acusações imputadas a ela como charlatã. Coisas do mundo .
Como Blavatsky viveu no século 19 , muitos de seus escritos e percepções foram adequados a mentalidade daquela época. Ela mesmo , penso eu , não tinha as informações e linguagem compatíveis ao século atual , porem muitos de seus escritos foram endossados tácitamente pela Ciência , escritos estes que abrangem as áreas da própria Ciência . As recentes descobertas científicas e até as descobertas do início do século 20 , Blavatsky já havia preconizado.

Não citarei estas descobertas nesta publicação pois há literatura séria que indicam as mesmas.

A intenção neste artigo é mostrar um ser humano que manifestou a plenitude de verdadeiro ser humano em sua existência física.

Mesmo em suas atividades as mais febris , estimulada por uma Causa pela a Humanidade , ela escrevia , escrevia , escrevia , trabalhava , trabalhava. Tudo isto com sérios , muito sérios problemas de saúde. Os médicos por várias vezes não tinham esperança dela sobreviver à crises clínicas , mas ela superava e desafiava os prognósticos e sempre se reerguia. 


Reergueu-se tantas vezes , não só de traições , mas de crises de saúde , enfermidades , que ao mesmo tempo deu um impulso de so-erguimento a varias Almas descrentes com suas próprias vidas e instigou Almas em Busca do Significado da Existencia.

Indiretamente reergueu a Ciência , haja visto a Física Quântica com seus exemplos que se coadunam com os escritos de Blavatsky , bem como a Física Solar , Mecânica Quântica e a Física Relativista.

Nota-se Blavatsky dando nova vida a argumentos hoje abordados em Sociologia. Quebrava Paradigmas.

Um trabalho de Amplo Espectro.

Se Victor Frankl e Blavatsky se conhecessem nesta existência terrena , sem dúvida alguma escreveriam um Livro juntos sobre a Esperança de Tornar-se um  Ser Humano Integral. Blavatsky e A. Maslow escreveriam em profundidade singular sobre os Aspectos das Necessidades Humanas e da Interação da Realidade Transpessoal .

Blavatsky , Jung , Joseph Campbell , produziriam um Livro a três mãos sobre a vida por trás dos Mitos e Símbolos com abordagem perfeita e clara sobre o Inconsciente Coletivo.

Ninguém conseguiu resolver o enigma de como Blavatsky conseguiu ter acesso a tantas informações e uma Sistematização de um Conhecimento Transdiciplinar  como ninguem o fez até os dias atuais ( na realidade , alem de seus Talentos , Conhecimentos , Habilidades e Atitudes, estavam os Mahatmas M. , KH unidos de mãos dadas com ela); em uma vida tão restrita naquela época , pois não havia a informação integrada , uma realidade de fins do século 20 para o 21! Apenas os que estão séria e comprometidos à Causa sabem pelo menos em parte este enigma.

Blavatsky foi e é uma Missão Cumprida e uma Lição de Vida.

Adaptando a sua vida ( H.P.Blavatsky ) com tantos desafios , poderíamos nos inspirar em sua audácia para empreendermos ações que alcancem positivamente os diversos setores de nossas vidas , incluindo nossos sonhos de realizar e também agregarmos valores aos Sistemas Sociais.

O trabalho e exemplo de Blavatsky mexeram intensa e positivamente com o Inconsciente Coletivo.

Repetindo : Seus livros foram escritos a todos os que estão sinceramente  na Busca , Coletivamente ou Individualmente. Sua Obra Transdiciplinar , Sua Vida , são Patrimonios da Humanidade.

Blavatsky foi uma mártir poderosa , feliz e Redentora do Conhecimento e Valores Humanos.

Blavatsky verdadeiramente tinha e tem AMOR pela Humanidade. Sua Vida Testificou e Testifica este AMOR Real . Em tempo * H.P. Blavatsky foi sempre grata aos Ingleses e especialmente a cidade de Londres.

Importante : foi William Q. Judge , nos Estados Unidos que deu continuidade ao trabalho de H.P.Blavatsky. Seu trabalho continuou através dos que estavam engajados na essencia do propósito inicial através dos mobilizadores nos Estados Unidos. Após Wiliam Q, Judge coube a  Katherine Tingley , G. De Purucker , James A. Long, Colonel Arthur L. Conger , Grace F. Knoche, Randell C. Grub entre outros  expoentes brilhantes, empreendedores reais e outros progressistas expoentes Ingleses dentre eles A.P. Sinnett , A. Besant ,C.W. Leadbeater , George Arundale , Cyril Scott , Jinarajadasa (Indiano), Geoffrey Hodson , John Coats , IK Taimni ( India ), Sri Ram ( India) , Radha Burnier ( India ) , Olinda Pugliesi ( Brasil) , Joaquim Gervásio de Figueiredo ( Brasil) , Cinira Riedel de Figueiredo ( Brasil) , darem um impulso mais intenso  ao projeto sistemico de expansão da consciencia planetária , iniciado por H.P. Blavatsky.

De qualquer forma , a busca é Interna e cabe ao Buscador ,vivenciar sua própria busca e descobrir , tornar-se seu próprio Caminho..

Ricardo Maffia ( FTS - PASADENA THEOSOPHICAL SOCIETY MEMBER - US ) .

domingo, 1 de novembro de 2015

BROTHERHOOD — James M. Pryse


Universal Brotherhood – March 1898

THEOSOPHICAL UNIVERSITY PRESS© ( PASADENA – US )

THEOSOPHICAL SOCIETY PASADENA - US





The consciousness of material life depends upon the alternation of agreeable and disagreeable sensations. If a man were to become absolutely happy, he would no longer be conscious of existence. Perfect misery would be equivalent to annihilation. That theologian was philosopher in his way who taught that the Devil provided a certain amount of pleasure for the damned, so that they might feel the full measure of their sufferings. But it is equally true that without an occasional visitation of sorrow the dwellers in heaven would have no appreciation of happiness. Heaven and Hell represent the opposite extremes of sensation. Some men take comfort in their belief that there is a Heaven, but no Hell. Such are not philosophers. They believe in the zenith, but not in the nadir. It is Hell that makes Heaven possible, and man is the container of both, yet superior to them. For they are but concomitants of objective existence, and in True Being there is neither Hell nor Heaven. Man can attain to the Heavens only by extending his range of sensation; but this range is downward as well as upward, so that to the same extent that he can ascend into the supernal he is capable of descending into the infernal. The wise man, becoming indifferent alike to pleasure and to pain, seeks only the sphere of True Being.


So long as man is ignorant of the actualities of life, and does not understand his own real needs, he is unable to conceive of a right state of existence for himself, here or hereafter. His notions of future worlds will be as fantastic as his life here on earth is purposeless and ill-governed. He is incapable even of forming sensible notions as to what should be the true state of society for mankind. It is easy to talk about universal brotherhood in the abstract; it is not so easy to picture mentally the exact conditions that would prevail if universal brotherhood were established, or to designate specifically the methods by which those conditions could be brought about. Would it be practicable to have liberty, equality, and fraternity, throughout the whole world? Not unqualifiedly. Fraternity limits liberty; brotherhood implies obligations. Human beings are interdependent, not independent. If all men were equal in every respect they would have to be labelled to distinguish them one from another, and even the labels would destroy their equality. The heavenly bodies are not equal, and not even the comets are free. Yet the heavenly bodies constitute the cosmos, while humanity is only a chaos at present. In that fact lies the clue to this problem of brotherhood. True brotherhood is lacking because men cling to a false and chaotic freedom.

It may be that "whatever is, is right"; but surface appearances would seem rather to warrant the opposite conclusion, that whatever is, is wrong. It may be possible "to justify the ways of God to man"; but it would seem more difficult to justify the ways of men to their fellows. Man does not seem to fit in with things as they are on the surface of this planet. Eden, the pleasure-park which God originally laid out for him, was doubtless a more suitable environment than are the regions he now inhabits. All the religions agree that in the remote past man went wrong somehow, and that he is now a creature out of place. The scientific theory seems plausible, that the appearance of man on the earth was a mere accident, and that probably nowhere else in the universe is there a being exactly like him. His entire existence is a protracted struggle against the unfriendly elements. The extremes of heat and cold, the tempest, the thunderbolt, wild beasts, and venomous reptiles, are all inimical to him; he maintains his upright attitude only by pitting his will power and vitality against the attraction of the earth, which seeks to draw him down. He subsists by killing and devouring lower forms of life. Among the few eatable things offered him by the vegetable kingdom, Nature has artfully introduced many poisonous ones difficult to be distinguished from the others. At all times recorded in history man's energies have been chiefly devoted to war, and the "God of battles" has ever had a prominent place in his pantheon. The savage, as he dipped his arrow-tips in deadliest poison, prayed fervently to his war-god; while the civilized man, less consistently, directs his petitions to the God of Peace while preparing hundred-ton rifles for the wholesale slaughter of his fellow-men. Yet where war has slain its thousands, a false industrial system, based on selfishness and greed, has slain its tens of thousands. And individual man is himself a battle-field; the animal instincts, passions, and longings waging war against all that is truly human and divine in his nature.

To assert that whatever is, is right, is merely to fall back to the cowardly position of Fatalism, to excuse one's hopelessness, disbelief in man's innate divinity, and unwillingness to aid in the righting of wrongs, by a pretence of faith in God or in Nature. It may be a consistent belief for those who claim that material Nature is but plastic clay in the hands of an Over-lord whose slave man is, or for those who regard the Universe as soulless; but it is not reconcilable with the teaching that man is a free moral agent and the arbiter of his own destiny. When things are indeed right, it is because man has made them so; when they are wrong, it is because he himself has brought about the wrong. Yet rather than blame themselves for the ills they suffer, men seek to evade their responsibility by attributing the results of their own actions to Providence, Chance, the Deity or the Devil. Out of this same desire to find some cause or causes outside of man's own nature which advance or retard him, has sprung the modern notion of evolution. No being, from Amoeba to man, "evolves" except through its own efforts; each has the power of going forward or backward. The scientists have failed to find the "missing link," but have discovered the "degenerate." The latter is simply a being who is going backward, and in this sense humanity collectively is a "degenerate." The potency of generating carries with it the possibility both of degeneration and of regeneration. Earth is the sphere of generation, Heaven is the abode of regenerate souls, and Hell is the nether region of degenerate ones. Man goes, after death, to that state — whether Hell or Heaven — which he has made for himself during life; and in reality his consciousness is always in the one state or the other, quite irrespective of whether he is in the body or out of it. He cannot enter any after-death state for which his earth-life has demonstrated his unfitness.


Before men will make a serious attempt to realize brotherhood they must be convinced that they have placed themselves in their present evil plight, and that they must be their own saviours, not relying upon, or expecting aid from, any power outside of themselves. They will never be convinced of this until they have recognized the fact of reincarnation. Individual reformation must precede collective social redemption. Until individual man has harmonized the warring elements of his own nature, he is incapable of right conduct toward his fellows, and of holding a place in a higher social order. An attempt to found an Utopia by organizing undeveloped men on the principle of an arbitrary social and economic system is as futile as the plan of the builders of the tower of Babel, who thought to pierce Heaven by carrying up a structure of sun-burnt bricks.

The only true Builders are the souls of men. It is misleading to say that man is a soul. He is a compound of soul and animality. His real self is indeed one of the Host of the Light of the Logos, but his outer self has been formed from the indigesta moles of Chaos, in which all things evil inhere as do malarial germs in the slime in tropical regions. Only when this self of matter is purified can the soul shine forth. This labor of purification each man must perform for himself, and having accomplished it, he becomes part of that nucleus of an Universal Brotherhood which is the centre, heart, and soul of humanity. It may be hard to give up the notion that one can steal into a Heaven he does not merit, or that humanity can enjoy good external conditions while evil exists within themselves; but hypocritical hopes lead only to despair, and the futility of making clean the outside of the platter is obvious. Man becomes truly a Brother only when his nature is attuned to the inner harmony; and mankind can constitute a Brotherhood only by cherishing spiritual aspirations. It is idle to surmise what would be the material conditions if true Brotherhood were attained; doubtless Earth and Heaven would vanish, and a new Heaven and a new Earth appear. The Seer of Patmos was a most practical socialist, and he set no limits to human progress. Men as happy and well-fed animals, with cooperative industries and a paternal government, may be seen in the vision of a dim but not distant future; but he, the Seer, looked beyond the Darkness, beholding a regenerated humanity in that time when "night will be no more, and there will be no need of lamp or light of sun, for the Master-God will illumine them, and they will reign throughout the eons of the aeons."


THEOSOPHICAL UNIVERSITY PRESS© ( PASADENA – US )